segunda-feira , 29 junho 2026
Lar Política Eduardo Bolsonaro pede à Hugo Motta que possa exercer mandato dos EUA
Política

Eduardo Bolsonaro pede à Hugo Motta que possa exercer mandato dos EUA

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) informou que encaminhou um ofício ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), no qual solicita autorização e condições para exercer seu mandato a distância, diretamente dos Estados Unidos, onde vive atualmente. 

Eduardo pediu licença de 122 dias do mandato parlamentar em março e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. A licença já se encerrou e o parlamentar segue acumulando faltas, sob risco de perda do mandato. Ele também é alvo de um pedido de cassação, que já foi enviado pelo presidente da Câmara à Comissão de Ética da Casa. 

No ofício, Eduardo reafirma que é vítima de perseguição e destacou sua atuação enquanto membro da Comissão de Relações Exteriores, ressaltando suas conexões com outros países e a importância do que chama de “diplomacia parlamentar”, segundo ele, um dos principais focos de seu mandato.  

No último dia 20, a Polícia Federal concluiu pelo indiciamento do deputado e do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. No caso de Eduardo, o indiciamento se deu em razão da atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo. 

O governo dos Estados Unidos anunciou nos últimos meses uma série de ações contra o Brasil e autoridades brasileiras, como o tarifaço de 50% contra importações de produtos do país e sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky

Paralelo com a pandemia 

Para justificar a possibilidade de trabalhar remotamente de outro país, o parlamentar cita que a Câmara autorizou a participação remota de deputados durante o surto de covid-19 e pede que o mesmo seja aplicado ao seu caso. Ele argumenta que as circunstâncias atuais vividas por ele seriam ainda mais graves do que a pandemia, que vitimou cerca de 700 mil brasileiros. 

“O risco de um parlamentar brasileiro ser alvo de perseguição política hoje é incomparavelmente maior do que o risco de adoecer gravemente durante a pandemia. Não se pode admitir que o que foi assegurado em tempos de crise sanitária deixe de sê-lo em um momento de crise institucional ainda mais profunda”, acredita. 

Eduardo repete as críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que, segundo o parlamentar, instaurou um cenário em que “deputados federais exercem seus mandatos sob o terror e a chantagem”.  

“Não reconheço falta alguma, não renuncio ao meu mandato, não abdico das minhas prerrogativas constitucionais e sigo em pleno exercício das funções que me foram conferidas pelo voto popular”, afirmou no texto.  

Fonte

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

CNA reforça papel das comissões de mulheres do agro em encontro no Ceará

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, no sábado...

São Paulo amplia captação na bacia do Paraíba do Sul para reforçar o Cantareira

O estado de São Paulo foi autorizado a ampliar, em caráter excepcional,...

Plano Safra 26/27 será lançado nesta terça-feira em Brasília

O Plano Safra 26/27 será lançado nesta terça-feira (30), às 10h, no...

Lula lança Plano Safra da Agricultura Familiar nesta terça em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta terça-feira (30), às...