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Fim da escala 6×1 pode elevar custos e afetar empregos, diz presidente da Abimaq

presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso

Foro: reprodução

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq)José Velloso, divulgou vídeo em que critica as negociações em torno da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. Segundo ele, o texto em discussão representa um “grande retrocesso” em relação à reforma trabalhista de 2017 e pode gerar impactos econômicos para diversos setores da economia.

A declaração foi feita após uma reunião em Brasília com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, além de senadores como Tereza Cristina e Rogério Marinho.

De acordo com Velloso, a principal preocupação do setor é que o Senado repita a condução adotada na Câmara dos Deputados durante a tramitação da proposta. Ele afirmou que representantes da economia e especialistas não teriam sido ouvidos adequadamente durante o processo.

Falta de transição preocupa indústria

Entre as críticas apresentadas pela Abimaq está a ausência de um período de transição para adaptação das empresas às novas regras.

Segundo Velloso, o texto prevê que, após a promulgação da eventual emenda constitucional, os empregadores teriam apenas 60 dias para reduzir a jornada semanal, sem qualquer prazo de adaptação para o fim da escala 6×1.

O executivo afirmou que setores como comércio, hospitais, aviação e serviços podem enfrentar dificuldades para reorganizar escalas e manter operações.

“Como vai fazer um pequeno empresário, um microempresário, uma loja de varejo ou um hospital?”, questionou.

Entidade prevê aumento de custos

O presidente da Abimaq também alertou para possíveis impactos econômicos da medida. Segundo ele, o aumento de custos nas áreas de serviços e na indústria tende a ser repassado aos consumidores e trabalhadores.

Além disso, Velloso afirmou que a proposta pode incentivar a contratação de trabalhadores temporários para cobrir os períodos não trabalhados, o que, segundo ele, aumentaria a precarização do mercado de trabalho.

Outro ponto citado pela entidade é a possível dificuldade futura para ajustes específicos em determinados setores, já que as regras estariam previstas diretamente na Constituição.

Pressão sobre o Senado

A Abimaq informou que seguirá intensificando articulações políticas em Brasília. Segundo Velloso, representantes da entidade participaram de reuniões com integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária e também da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas.

O dirigente afirmou ainda que o presidente do Senado teria se comprometido a garantir uma tramitação “republicana e democrática”, permitindo que diferentes setores sejam ouvidos durante o debate.

Apesar disso, a entidade avalia que o rito de tramitação de uma PEC pode limitar o tempo disponível para discussões mais aprofundadas sobre os impactos da proposta.

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