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Juros futuros recuam com queda do petróleo e expectativa sobre Ormuz

Mercadante defende atuação do Estado contra choque do petróleo

A curva de juros futuros caiu em bloco no Brasil nesta segunda-feira (25), acompanhando a queda das cotações do petróleo diante de relatos sobre uma possível reabertura do Estreito de Ormuz. Os principais contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) renovaram mínimas intradia por volta das 14 horas, em um pregão de liquidez reduzida por causa do feriado do Memorial Day nos Estados Unidos e do feriado bancário no Reino Unido.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 recuou de 14,077% no ajuste de sexta-feira para 14,025%. O contrato para janeiro de 2029 caiu de 13,851% para 13,71%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passou de 13,97% para 13,84%. Segundo o mercado, os vértices mais longos devolveram cerca de 20 pontos-base ao longo da sessão.

O movimento teve como principal referência a queda do petróleo, que encerrou o pregão regular com baixa de quase 7%, perto de US$ 90 por barril. A leitura dos agentes foi de que uma eventual redução do risco geopolítico no Oriente Médio pode diminuir prêmios de risco e aliviar expectativas de inflação global, sobretudo por meio da energia.

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Guilherme Almeida, head de renda fixa da Suno Research, afirmou que o mercado voltou a precificar o contexto geopolítico, mas destacou que o histórico de avanços sem confirmação tem mantido os investidores cautelosos. Joel Kruger, estrategista de mercados do LMAX Group, avaliou que a ausência de escalada no fim de semana foi suficiente para reduzir parte do prêmio de risco entre diferentes classes de ativos.

Para o agronegócio, juros e petróleo seguem variáveis centrais. A trajetória dos combustíveis influencia frete, operação de máquinas, fertilizantes e custos logísticos. Já o comportamento das taxas futuras afeta o crédito, o custo de capital e as expectativas para a taxa Selic. No Brasil, a reprecificação do mercado continua, em meio também ao cenário fiscal e inflacionário. O economista-chefe do banco Pine, Cristiano Oliveira, elevou sua projeção para a Selic no fim de 2026 de 13,25% para 14%.

Sem confirmação oficial sobre um acordo envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz, o mercado encerrou a sessão com alívio parcial e cautela. A continuidade desse movimento dependerá da evolução do quadro geopolítico, do comportamento do petróleo e das próximas sinalizações sobre inflação e juros, variáveis com efeito direto sobre custos e financiamento no setor produtivo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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