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Juros futuros recuam com reabertura parcial do Estreito de Ormuz

Juros futuros recuam com reabertura parcial do Estreito de Ormuz

Os juros futuros operavam em queda na manhã desta quarta-feira (20), em reação ao ambiente externo mais favorável após a reabertura parcial do Estreito de Ormuz, em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã. O movimento acompanhava o recuo do dólar, do petróleo e dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A sessão também era marcada por liquidez reduzida e agenda econômica mais fraca, com destaque para a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed).

Às 9h12, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caía para 14,115%, ante 14,180% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2028 recuava para 14,065%, de 14,132%. Já o DI para janeiro de 2031 marcava 14,215%, abaixo dos 14,285% registrados no fechamento de terça-feira (19).

O movimento reflete uma redução parcial da percepção de risco no mercado internacional. A reabertura parcial do Estreito de Ormuz reduziu a pressão imediata sobre o petróleo, ativo sensível em momentos de tensão geopolítica por causa de seu peso na inflação global e nos custos de transporte. Ao mesmo tempo, o recuo dos retornos dos Treasuries indicava menor busca por prêmios de risco mais altos no curto prazo.

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No mercado doméstico, a curva de juros acompanha esses vetores externos, ainda que com negociações limitadas pela liquidez reduzida. A ata do Fed é o principal evento do dia porque pode oferecer sinais adicionais sobre a avaliação da autoridade monetária norte-americana para juros, inflação e atividade econômica.

Para o agronegócio, a trajetória dos juros segue relevante porque interfere no custo de financiamento, na rolagem de dívidas e nas decisões de comercialização e investimento. Além disso, oscilações em petróleo e câmbio têm efeito sobre frete, combustíveis, fertilizantes e demais insumos. Não há, até o momento, detalhamento setorial específico além da reação observada nos ativos financeiros.

O comportamento da curva ao longo do dia deve seguir condicionado ao noticiário externo, à evolução do petróleo e à leitura da ata do Fed. Sem novos dados domésticos de maior peso na sessão, a direção dos juros tende a continuar dependente do cenário internacional e do nível de liquidez do mercado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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