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Juros futuros sobem após comunicado do Copom e inclinam curva

Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida

Os juros futuros fecharam em alta firme no mercado brasileiro após a divulgação do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), com maior pressão nos contratos de longo prazo. O movimento ocorreu no chamado "dia seguinte" da decisão e levou a uma inclinação da curva local. Segundo a leitura predominante no mercado, o texto deixou aberta a possibilidade de novos cortes da Selic.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou de 14,302% para 14,235%. Já os vencimentos mais longos subiram: o DI para janeiro de 2028 foi de 14,562% para 14,700%, o DI para janeiro de 2029 passou de 14,594% para 14,765%, e o DI para janeiro de 2031 avançou de 14,486% para 14,690%.

De acordo com o material fornecido, a repercussão do comunicado do Copom foi o principal fator para o desenho da curva desde a abertura. As taxas a partir de 2029 chegaram a abrir cerca de 20 pontos-base, em meio ao ceticismo de parte do mercado sobre a convergência da inflação para a meta de 3%.

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O ponto central da reação foi a interpretação de que o Comitê de Política Monetária (Copom) adotou um tom considerado dovish ao tratar do horizonte relevante da inflação. O comunicado afirmou que a trajetória necessária para assegurar a convergência no atual horizonte relevante, no quarto trimestre de 2027, levaria a inflação projetada no horizonte seguinte, o primeiro trimestre de 2028, para baixo da meta.

Para Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, a sinalização de que diferentes trajetórias de juros podem ser compatíveis com a convergência da inflação à meta tende a adicionar prêmio à curva em um ambiente de expectativas desancoradas. Felipe Sichel, economista-chefe da Porto Asset, afirmou que a mudança no horizonte relevante passou ao mercado a leitura de maior tolerância com a inflação acima da meta.

Na pesquisa Projeções Broadcast, entre 27 casas consultadas, 18 apostam em nova queda de 25 pontos-base da Selic em agosto e 9 preveem estabilidade. Para o fim de 2026, a mediana aponta taxa de 14,00%. Perto das 16h30, a curva a termo indicava 33% de chance de corte de 25 pontos e 67% de probabilidade de manutenção, com Selic a 14,38% no fim do ano.

O mercado deve voltar a monitorar os próximos sinais do Banco Central, com divulgação da ata do Copom na terça-feira (23) e entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) na quinta-feira (26). O material fornecido não detalha efeitos diretos para setores específicos da economia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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