Os juros futuros abriram em alta nesta quinta-feira (28), em meio à postura defensiva dos mercados no exterior e à divulgação de indicadores econômicos no Brasil. Entre os fatores monitorados estão a troca de ataques entre Estados Unidos e Irã e a taxa de desocupação de 5,8% no trimestre encerrado em abril, no piso das expectativas do mercado. O comportamento da curva também ocorre em um ambiente de atenção às sinalizações do Banco Central sobre a condução da política monetária.
Na primeira hora da manhã, os contratos de depósito interfinanceiro (DI) registravam avanço em diferentes vencimentos. Às 9h31, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,085%, ante 14,057% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 subia para 13,885%, de 13,818%, enquanto o contrato para janeiro de 2031 avançava para 13,960%, de 13,909% no fechamento anterior.
Segundo as informações disponíveis, o movimento foi influenciado principalmente pela cautela no exterior após o aumento da tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã. Em cenários de maior aversão ao risco, investidores tendem a reprecificar ativos e juros, o que pode elevar a volatilidade nos mercados locais.
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No ambiente doméstico, o mercado também repercutiu a taxa de desocupação de 5,8% no trimestre encerrado em abril. O dado foi interpretado como sinal de resiliência do mercado de trabalho, fator que vem sendo citado pelo Banco Central como um dos elementos para sustentar cautela na condução dos juros. Um mercado de trabalho mais firme pode manter a atenção da autoridade monetária sobre a dinâmica da atividade e da inflação.
Para o setor agropecuário, o comportamento dos juros futuros é acompanhado de perto porque influencia o custo de financiamento, a tomada de crédito e o planejamento de investimentos. A curva de juros afeta desde operações de custeio e armazenagem até decisões de compra de máquinas, expansão de área e capital de giro em cooperativas e agroindústrias.
O texto de origem também cita a segunda fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (28), mas não detalha eventuais efeitos imediatos desse fato sobre a precificação dos ativos.
O mercado deve seguir atento aos desdobramentos no exterior, à leitura dos indicadores domésticos e às próximas sinalizações do Banco Central. Sem novas informações sobre inflação, atividade e cenário internacional, não há base técnica suficiente para definir uma tendência mais duradoura para a curva de juros ao longo do dia.
Fonte: Estadão Conteúdo
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