A captura incidental de albatrozes e petréis na pesca de espinhel segue no centro das ações de conservação lembradas nesta sexta-feira (19), Dia Mundial do Albatroz. Segundo o conteúdo divulgado, cerca de 300 mil aves marinhas são capturadas por ano no mundo nessa modalidade de pesca, sendo 30 mil a 40 mil albatrozes e petréis. No Brasil, em torno de 4 mil albatrozes morrem nessa atividade, principalmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
A pesca de espinhel usa uma linha principal com linhas secundárias e anzóis iscados, geralmente com sardinha, cavalinha ou lula, para atrair peixes comerciais. O problema ocorre quando os albatrozes mergulham para capturar essas iscas, ficam presos nos anzóis e morrem por afogamento.
De acordo com a fundadora e coordenadora-geral do Projeto Albatroz, a bióloga Tatiana Neves, as frotas pesqueiras precisam adotar de forma rigorosa medidas mitigadoras. Entre elas estão a largada noturna dos anzóis, o uso de pesos de chumbo nas linhas para acelerar o afundamento dos anzóis e a adoção do toriline, linha espanta-pássaros com fitas coloridas instalada na parte traseira do barco.
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Segundo Tatiana, quando aplicadas simultaneamente, essas medidas conseguem reduzir em até 90% a captura incidental de albatrozes. Ela afirmou, porém, que parte dos pescadores implementa essas ações, mas o monitoramento do uso em alto-mar ainda é uma dificuldade.
O material informa que o Plano de Ação Nacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis é a principal política pública brasileira para proteção dessas aves. O plano é coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e coexecutado pelo Projeto Albatroz.
Na fiscalização, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já atua sobre o uso de pesos padronizados nas linhas, medida que pode ser verificada no porto. Já o toriline e a largada noturna exigem controle em alto-mar. Para isso, o texto cita o debate sobre monitoramento eletrônico por câmeras e o uso do Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite.
O conteúdo divulgado indica que a redução da captura incidental depende da adoção simultânea das medidas de mitigação e do avanço dos mecanismos de fiscalização. O material não informa prazos para ampliação do monitoramento eletrônico nem detalha a abrangência atual dessas ações na frota pesqueira.
Fonte: agênciabrasil.ebc.com.br
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