terça-feira , 25 agosto 2026
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Mercadante defende atuação do Estado contra choque do petróleo

Mercadante defende atuação do Estado contra choque do petróleo

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou neste domingo (17) que o papel do Estado é amortecer os efeitos do choque internacional do petróleo sobre a economia brasileira. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, ele disse que diversos países têm adotado medidas para conter a alta dos combustíveis, em meio ao cenário geopolítico internacional.

Ao ser questionado sobre ações para conter os preços da gasolina e do diesel, Mercadante afirmou que governos têm buscado mecanismos de proteção diante da elevação internacional do petróleo. Segundo ele, a mediação estatal tem como objetivo preservar produção, emprego e desenvolvimento econômico.

Na entrevista, o presidente do BNDES também comentou o papel da Petrobras. De acordo com Mercadante, a companhia precisa remunerar investidores e seguir regras de mercado, mas também tem função relevante em um ambiente de turbulência externa. A declaração foi feita no contexto da discussão sobre a capacidade do país de reduzir a transmissão de choques internacionais aos combustíveis.

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Mercadante afirmou ainda que o Brasil teria maior resiliência diante da crise do petróleo por contar com produção do pré-sal, oferta de etanol e estrutura da Petrobras. Ele também criticou o modelo de refino no país, ao dizer que o Brasil exporta óleo bruto e importa derivados refinados, o que, segundo sua avaliação, reduz a capacidade de amortecer oscilações externas nos preços internos.

Para o agronegócio, o tema tem relação direta com custos operacionais. O diesel é insumo relevante no transporte de grãos, carnes e insumos, além de ser usado em máquinas agrícolas e em parte da logística rural. O conteúdo disponível, no entanto, não detalha medidas concretas, prazos, valores ou eventual impacto fiscal das ações mencionadas por Mercadante.

Sem a apresentação de medidas específicas, ainda não é possível dimensionar o alcance prático das declarações sobre combustíveis. O tema segue relevante para o setor agropecuário porque mudanças no preço do diesel e na política de derivados afetam frete, margem de produção e competitividade das cadeias produtivas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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