A Petrobras informou nesta segunda-feira (11) lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 110% ante o quarto trimestre de 2025. O EBITDA ajustado somou R$ 59,6 bilhões, enquanto o fluxo de caixa operacional chegou a R$ 44 bilhões. Segundo a estatal, o desempenho foi sustentado pelo aumento da produção própria, maior venda de derivados e valorização do petróleo no mercado internacional.
De acordo com a companhia, a produção total própria cresceu 16% na comparação com o primeiro trimestre de 2025, alcançando recorde de 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). No pré-sal, a produção própria chegou a 2,66 milhões de boed. A produção de derivados ficou em 1,81 milhão de barris por dia (bpd), avanço de 6,7% sobre o quarto trimestre de 2025.
No refino, o fator de utilização (FUT) atingiu 95% no trimestre e 97,4% em março, maior nível mensal desde dezembro de 2014. A Petrobras também informou recorde mensal de produção de diesel S-10, com 512 mil bpd em março, e menor volume de importação de GLP, de 26 mil bpd.
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Na comparação com o quarto trimestre de 2025, a companhia destacou ainda a valorização de 27% do Brent e a apreciação do real frente ao dólar como fatores positivos para o resultado. Excluindo eventos exclusivos, o EBITDA ajustado foi de R$ 61,7 bilhões, alta de 4,5%, enquanto o lucro líquido ajustado ficou em R$ 23,8 bilhões, queda de 7,2%.
Segundo Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, os investimentos têm sido convertidos em aumento de produção e maior eficiência no refino. No trimestre, os investimentos totalizaram R$ 26,8 bilhões, alta de 25,6% na comparação anual.
Após esse desempenho operacional e financeiro, a estatal informou retorno de R$ 72,4 bilhões à sociedade em tributos, royalties e participações especiais, além da aprovação de R$ 9 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.
A dívida bruta encerrou o trimestre em US$ 71,2 bilhões, abaixo do limite de US$ 75 bilhões previsto no Plano de Negócios 2026-2030. A Petrobras manteve a expectativa de convergência para US$ 67 bilhões ainda em 2026 e de US$ 65 bilhões no horizonte do plano, o que sinaliza continuidade da estratégia de controle financeiro combinada à expansão operacional.
Fonte: agência.petrobras.com.br
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