O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (22), durante a cerimônia de posse de Kevin Warsh na presidência do Federal Reserve, que “ninguém está mais preparado” para comandar o banco central norte-americano. Na solenidade, Trump declarou que espera uma atuação “totalmente” independente do novo chair e disse que Warsh deve restaurar a confiança na instituição. Não houve, no evento, anúncio de mudança imediata na taxa de juros dos EUA.
Segundo Trump, o Federal Reserve foi desviado de sua missão principal durante a gestão de Jerome Powell. Ao apresentar Warsh, o presidente afirmou que o novo comandante da autoridade monetária deve seguir caminho próprio e também restringir o uso de orientação futura, conhecida no mercado como forward guidance.
Trump voltou a defender que crescimento econômico não significa, necessariamente, inflação mais alta. Ele também relacionou a posse de Warsh ao desempenho das bolsas de Nova York e reiterou discursos sobre tarifas e repatriação de empresas para os Estados Unidos.
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A troca de comando no Fed é acompanhada pelo mercado global porque a política monetária norte-americana influencia o custo do dinheiro, o valor do dólar e o apetite por risco. Esses fatores têm relação direta com a formação de preços de commodities agrícolas negociadas internacionalmente, como soja, milho, trigo, café e algodão.
Para o agronegócio brasileiro, a sinalização do banco central dos EUA tem peso sobretudo no câmbio e no ambiente financeiro internacional. Alterações na percepção sobre juros americanos podem mexer com a cotação do dólar frente ao real, afetando receitas de exportação, custos de insumos importados e decisões de comercialização. No caso desta posse, porém, as declarações divulgadas até o momento não detalham medidas operacionais, metas de juros ou prazos para eventuais mudanças na condução da política monetária.
O ponto central para o mercado será acompanhar, nas próximas reuniões do Federal Reserve, se o novo comando confirmará na prática as declarações feitas na posse. Sem indicação formal sobre juros, compras de ativos ou comunicação futura, ainda não há base técnica suficiente para projetar mudanças imediatas sobre câmbio, commodities ou crédito internacional.
Fonte: Estadão Conteúdo
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