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Preço do frete volta a aumentar após 3 meses consecutivos de queda

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O preço médio do frete por quilômetro rodado no país registrou alta de 1,11% em novembro na comparação com o mês anterior, mostra a última análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), com base em dados da plataforma Repom, divulgada nesta terça-feira (9).

Os dados mostram que o valor médio nacional passou de R$ 7,23 em outubro para R$ 7,31 no último mês, interrompendo, assim, uma sequência de três meses em queda.

O movimento de alta é reflexo de um conjunto de variáveis econômicas que voltaram a pressionar os custos do transporte. O preço do diesel, principal insumo do setor, apresentou um discreto avanço no mês.

De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel S-10 ficou 0,16% mais caro em novembro, atingindo média de R$ 6,22, enquanto o diesel comum manteve o valor de R$ 6,19 registrado em outubro. “Mesmo discretas, essas variações costumam repercutir rapidamente na formação do frete”, destaca a análise.

Influência da Selic

Outro fator que contribuiu para a alta foi o ambiente macroeconômico, mostra o Índice. A taxa básica de juros (Selic) permanece no maior patamar em 19 anos, o que encarece o acesso a crédito, aumenta os custos financeiros da operação e diminui a margem de manobra das transportadoras.

“No agronegócio, a estratégia adotada por parte dos produtores de reter estoques de soja para comercialização no segundo semestre incrementou o volume de cargas em circulação, sustentando a demanda por fretes e pressionando preços em algumas rotas”, diz a Edenred Repom.

Segundo a análise, o período da Black Friday também exerceu influência sobre o mercado. A data, marcada por forte movimento no varejo, acelerou a demanda por fretes em algumas indústrias, especialmente no setor de bens de consumo e eletroeletrônicos, contribuindo para o aumento do volume de cargas e pressionando os preços em determinadas rotas.

Apesar da variação positiva no mês, o cenário segue de relativa estabilidade para o fim do ano, com ajustes pontuais.

“A alta do frete por quilômetro rodado observada em novembro é resultado de fatores conjunturais, como o leve aumento do diesel e a dinâmica do agronegócio neste período. Ainda assim, o mercado permanece equilibrado, sem grandes saltos de demanda ou custos. A expectativa é de estabilidade na virada para 2026”, analisa Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Frete.

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