A MBRF informou, nesta quarta-feira (3), que espera ampliar em até 50% as vendas de produtos Sadia durante a Copa do Mundo de 2026, na comparação com o torneio de 2022. A projeção foi apresentada em São Paulo pelo diretor de Marketing e Inovação da companhia, Luiz Franco. Segundo a empresa, a expectativa está ligada ao calendário dos jogos da seleção brasileira, ao consumo de proteínas em ocasiões de lazer e ao avanço dos canais online e de delivery.
De acordo com Franco, a Copa é uma das principais oportunidades de consumo do ano para a marca. Em evento com a imprensa, realizado nesta terça-feira (2), o executivo afirmou que a combinação entre os horários das partidas e os hábitos de alimentação do brasileiro pode favorecer a demanda por categorias ligadas ao consumo doméstico, especialmente em refeições associadas a confraternizações.
A companhia citou estudos da Scanntech para sustentar a projeção. Entre os itens indiretamente relacionados ao consumo durante eventos esportivos, as vendas de churrasqueiras avançam cerca de 200% e as de air fryers, 120%. Já nas proteínas, a picanha registra alta de 53% e a maminha, de 50%, segundo os dados mencionados pelo executivo.
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A MBRF também usou como referência o comportamento observado na Copa de 2022. Segundo Franco, na véspera da partida entre Brasil e Camarões, em uma sexta-feira, as vendas de linguiça frescal embalada dobraram, as de linguiça defumada cresceram duas vezes e meia e as de salame ficaram três vezes acima do normal.
Outro ponto destacado pela empresa é a consolidação das compras digitais. De acordo com o executivo, cerca de 50% dos consumidores já consideram fazer compras online ou por delivery durante o torneio. Para a cadeia de alimentos, esse movimento pode ampliar a capilaridade de vendas no varejo próximo aos horários de jogo. A companhia, no entanto, não informou volumes projetados por categoria nem detalhou a base numérica usada na comparação com 2022.
A expectativa apresentada pela MBRF indica uma aposta em maior giro no varejo de alimentos processados e proteínas durante a Copa de 2026. O desempenho efetivo, porém, dependerá do comportamento do consumidor, do calendário dos jogos e da execução comercial nos canais físico e digital, segundo os dados disponíveis até o momento.
Fonte: Estadão Conteúdo
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