O consumo de café no varejo brasileiro cresceu 2,44% no primeiro quadrimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). As vendas passaram de 4,789 milhões para 4,906 milhões de sacas entre janeiro e abril. O levantamento também mostrou recuperação na oferta de matéria-prima para a indústria e variações diferentes entre os segmentos de preço do produto.
De acordo com a Abic, março concentrou o avanço mais forte no período, com alta de 10,25% sobre igual mês de 2025. Em abril, o crescimento anual desacelerou para 3,66%. Já janeiro e fevereiro registraram retrações de 2,51% e 1,30%, respectivamente.
Na comparação mensal, abril teve queda de 4,92% em relação a março, após altas de 5,72% em março ante fevereiro e de 3,81% em fevereiro sobre janeiro. Segundo a entidade, o varejo representa entre 73% e 78% do consumo interno mensal de café no país, o que dá ao indicador peso relevante para acompanhar o comportamento da demanda doméstica.
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A associação também informou melhora no abastecimento da indústria. Pelo Índice de Oferta de Café para Indústria (Ioci), o fornecimento de matéria-prima ficou em nível classificado como “seletivo” entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, retornando à faixa considerada normal em fevereiro e março deste ano.
Nos preços ao consumidor, houve diferença entre as categorias. Em abril, o café especial subiu 16,89% em relação ao mesmo mês do ano passado, para R$ 161,26 por quilo, enquanto o descafeinado avançou 21%, para R$ 114,93/kg. Em sentido oposto, o café tradicional/extraforte caiu 15,51%, para R$ 55,34/kg, e o superior recuou 12,65%, para R$ 70,37/kg. O gourmet teve baixa de 3,71%, para R$ 109,66/kg.
Entre os itens de maior valor agregado, as cápsulas recuaram 9,49% em um ano, de R$ 402,33/kg para R$ 364,16/kg. Já o drip coffee avançou na comparação mensal e chegou a R$ 238,38/kg em abril. Os dados indicam um mercado doméstico com demanda em crescimento moderado e recomposição de oferta, embora o comportamento de preços siga desigual entre os segmentos.
Os números da Abic sugerem continuidade do consumo em patamar elevado no mercado interno, mas a trajetória dos preços depende da evolução da oferta de matéria-prima e do comportamento das diferentes categorias no varejo. O levantamento divulgado não apresenta projeção para os próximos meses.
Fonte: Estadão Conteúdo
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