O Ibovespa operava em queda na manhã desta sexta-feira (22), pressionado pela combinação de cautela política e fiscal no Brasil, tensões no Oriente Médio e dados dos Estados Unidos que mostraram piora no sentimento do consumidor e alta nas expectativas de inflação. Às 11h42, o índice caía 1,28%, aos 175.382,73 pontos, depois de ter fechado a sessão anterior com alta de 0,17%, aos 177.649,86 pontos.
O movimento do mercado ocorreu em meio à expectativa pelo relatório bimestral de receitas e despesas da União, previsto para as 15 horas, e por falas de integrantes da equipe econômica e do Banco Central. Na noite de quinta-feira (21), Dario Durigan, do Ministério da Fazenda, afirmou que o bloqueio orçamentário, hoje em R$ 1,6 bilhão, será ampliado no novo relatório, sem previsão de contingenciamento.
No campo político, investidores também acompanharam pesquisas eleitorais divulgadas nesta sexta-feira (22). Segundo Pedro Moreira, sócio da One Investimentos, a incerteza sobre o quadro eleitoral elevava a volatilidade dos ativos domésticos.
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No exterior, o foco esteve nas negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã e nos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. A passagem de 35 embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas foi informada pela Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Ao mesmo tempo, o petróleo avançava mais de 1%, enquanto o minério de ferro em Dalian recuava 0,13%, pressionando ações ligadas a commodities na B3.
Em Nova York, as bolsas reduziram os ganhos após a divulgação do índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, que indicou piora na confiança e aumento das expectativas de inflação para 1 e 5 anos. O dado reforçou a cautela sobre os próximos passos do Federal Reserve. Para o mercado brasileiro, esse tipo de sinalização costuma influenciar juros, câmbio e apetite por risco, variáveis acompanhadas de perto por cadeias produtivas dependentes de crédito, combustíveis e insumos dolarizados.
No curto prazo, o mercado segue condicionado ao conteúdo do relatório fiscal no Brasil e à leitura sobre inflação e juros nos Estados Unidos. O material disponível não detalha efeitos específicos e imediatos sobre segmentos do agronegócio, mas indica um ambiente de maior atenção para custos financeiros, câmbio e preços de energia.
Fonte: Estadão Conteúdo
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