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Dirigente do Fed diz que inflação segue alta e não vê pressão temporária

Juros futuros caem com recuo do petróleo e alívio externo

O presidente do Federal Reserve de Kansas City, Jeff Schmid, afirmou nesta sexta-feira (29) que a inflação nos Estados Unidos continua alta e acima da meta há tempo prolongado, o que mantém o foco da autoridade monetária no controle dos preços. Em discurso preparado para a Reykjavik Economic Conference 2026, ele disse que não considera a recente alta inflacionária um movimento transitório em prazo aceitável e sinalizou que o Federal Reserve (Fed) pode avaliar uma postura monetária mais restritiva.

Schmid afirmou que o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 3,8% em 12 meses até abril. Segundo ele, a alta da gasolina teve peso relevante nesse avanço, em meio à elevação dos preços de energia associada à guerra no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz. O dirigente observou, porém, que a inflação permanece elevada mesmo com a exclusão de energia, o que, na avaliação dele, reforça a necessidade de manter o compromisso com a estabilidade de preços.

De acordo com o presidente do Fed de Kansas City, a economia norte-americana mostra continuidade de crescimento estável, apesar do choque no comércio global e nos mercados de petróleo. Ele também afirmou que o mercado de trabalho está em equilíbrio, com suporte das contratações no setor de saúde. Sobre inteligência artificial, disse haver sinais de desaceleração no ritmo de admissões, mas sem indicação de demissões associadas diretamente à tecnologia.

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Para o agronegócio, o posicionamento do Fed é acompanhado porque juros mais altos nos Estados Unidos costumam influenciar o dólar, o custo do crédito e o fluxo para mercados de commodities. Além disso, petróleo mais caro pode afetar fretes, combustíveis, fertilizantes e outros insumos ligados à produção rural e à agroindústria. O discurso de Schmid não trouxe nova decisão de política monetária, mas reforçou a leitura de que o banco central ainda vê risco inflacionário persistente.

Sem indicação de corte de juros no curto prazo por parte de Schmid, o mercado deve seguir monitorando os próximos dados de inflação, atividade e energia nos Estados Unidos. Para o setor agropecuário, a trajetória do petróleo e da política monetária americana permanece como variável relevante para câmbio, custos e formação de preços, embora o discurso não detalhe efeitos específicos por cadeia produtiva.

Fonte: Estadão Conteúdo

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