O dólar à vista fechou em baixa de 0,46% nesta quinta-feira (25), a R$ 5,1782, depois de dois dias seguidos de valorização, quando chegou a R$ 5,22 e encerrou nos maiores níveis desde o fim de março. O movimento ocorreu em meio à leitura da inflação nos Estados Unidos em linha com as expectativas e à realização de lucros no mercado local.
Ao longo do dia, a moeda americana marcou mínima de R$ 5,1668. Apesar do recuo no pregão, o dólar ainda acumula alta de 0,26% na semana e avanço de 2,68% em junho, após valorização de 1,82% no mês anterior. No ano, as perdas frente ao real estão em 5,66%.
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, operou em leve baixa e rondava 101,400 pontos no fim da tarde, depois de tocar mínima de 101,305 pontos. No mês, o Dollar Index sobe mais de 2,40%.
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A leitura do índice de preços de gastos de consumo (PCE), medida de inflação acompanhada pelo Federal Reserve, veio ligeiramente abaixo das expectativas em maio. Em 12 meses, o índice cheio está em 4,1%, ainda acima da meta de 2%. A terceira leitura do PIB dos Estados Unidos no primeiro trimestre mostrou taxa anualizada de 2,1%, acima da expectativa de 1,6%.
No mercado doméstico, o IPCA-15 subiu 0,41% em junho, abaixo da mediana das projeções de 0,44%. O Relatório de Política Monetária do Banco Central manteve projeções de inflação acima do centro da meta no acumulado em 12 meses até pelo menos o quarto trimestre de 2028.
Segundo Andres Abadia, economista-chefe para a América Latina da Pantheon Macroeconomics, o ambiente global de dólar mais forte e a resiliência da economia americana reduziram o apetite por moedas emergentes. Ele afirma que o real também reage à condução da política econômica doméstica, ao ruído político e ao diferencial de juros.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) não deve ser confundido com uma sinalização prévia de decisão. Para o mercado, os próximos movimentos do câmbio seguem ligados à postura do Federal Reserve, ao apetite global por risco, aos preços das commodities e à condução da política fiscal e monetária no Brasil.
Fonte: Estadão Conteúdo
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