O Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) avançou 0,40% na terceira quadrissemana de maio, na cidade de São Paulo, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26). O resultado representa aceleração marginal em relação à segunda quadrissemana, quando o índice havia subido 0,39%. Entre os grupos analisados, Alimentação passou de 0,82% para 0,95%.
Na terceira leitura de maio, três dos sete componentes do índice ganharam força. Habitação acelerou de 0,20% para 0,38%, Alimentação passou de 0,82% para 0,95% e Vestuário saiu de 0,04% para 0,14%.
Em sentido oposto, houve desaceleração em Transportes, que saiu de alta de 0,18% para queda de 0,27%, além de Despesas Pessoais, de 0,28% para 0,24%, e Saúde, de 0,43% para 0,25%. Educação repetiu a variação negativa de 0,01% observada na leitura anterior.
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Os dados divulgados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram que o grupo Alimentação permaneceu entre as principais pressões do índice geral no período. No entanto, a publicação disponível não detalha quais itens alimentícios específicos responderam pela aceleração de 0,13 ponto porcentual entre a segunda e a terceira quadrissemana.
Para o setor agropecuário e as cadeias de abastecimento, o indicador funciona como referência do comportamento dos preços ao consumidor em um dos principais mercados do país. Embora o IPC-Fipe não meça preços ao produtor, a variação de Alimentação ajuda a acompanhar o ambiente de consumo e a transmissão de preços no varejo. Sem a abertura por produtos, porém, não é possível atribuir o movimento a uma cadeia específica, como grãos, proteínas, hortifrúti ou lácteos.
O resultado da terceira quadrissemana indica estabilidade do índice geral em patamar próximo ao da leitura anterior, com manutenção da pressão de Alimentação. A avaliação mais precisa sobre impactos para cadeias agropecuárias dependerá da abertura dos itens que compõem o grupo e da comparação com outros indicadores de inflação e abastecimento.
Fonte: Estadão Conteúdo
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