O leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) de arroz realizado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) comercializou 22,7 mil toneladas do cereal do Rio Grande do Sul. Segundo a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), foram arrematados cerca de R$ 3,3 milhões em prêmios. A entidade informou que os três lotes ofertados foram integralmente negociados.
De acordo com a Federarroz, os lotes contemplaram as regiões da Fronteira Oeste, Campanha, Central, Planície Costeira Externa, Zona Sul e Planície Costeira Interna. O mecanismo do Pepro é utilizado para apoiar a comercialização quando os preços de mercado ficam abaixo do valor mínimo estabelecido para o produto.
Na prática, o prêmio funciona como uma subvenção para viabilizar o escoamento da produção e reduzir a diferença entre o preço de mercado e o valor de referência da política oficial. No caso do arroz gaúcho, a operação ocorre em um contexto de pressão sobre as cotações estaduais, segundo a avaliação da entidade setorial.
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Em nota, o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, afirmou que o resultado do leilão confirma a necessidade de ampliação dos recursos destinados aos produtores de arroz. Segundo ele, os certames ajudam a dar sustentação aos preços, que seguem abaixo do mínimo em todo o Estado.
O dado central do leilão foi a negociação total dos três lotes disponíveis, o que, para a entidade, indica demanda pelo instrumento de apoio à comercialização. O material divulgado, no entanto, não detalha o volume por região, o preço médio por tonelada nem a quantidade total de arroz ainda passível de enquadramento em novos leilões.
Para o mercado, o resultado sinaliza uso efetivo do instrumento oficial em um momento de baixa remuneração ao produtor. A continuidade dos efeitos sobre as cotações dependerá do volume de recursos disponível nas próximas operações e da evolução da oferta no Estado.
Até o momento, as informações divulgadas indicam que o leilão contribuiu para a comercialização imediata de parte da safra gaúcha. Sem novos dados da Conab sobre calendário, volumes adicionais e preço de referência das próximas operações, não é possível projetar com precisão a extensão do suporte ao mercado de arroz.
Fonte: Estadão Conteúdo
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