quinta-feira , 12 março 2026
Lar Internacional Na Índia, Lula discursa sobre os impactos da inteligência artificial
Internacional

Na Índia, Lula discursa sobre os impactos da inteligência artificial

Na Índia, Lula discursa sobre os impactos da inteligência artificial

O presidente Lula discursou na madrugada desta quinta-feira (19) na Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, em Nova Délhi, na Índia.

O presidente defendeu o papel estratégico da governança global da Inteligência Artificial.

Lula afirmou que a Quarta Revolução Industrial avança rapidamente, enquanto o multilateralismo recua perigosamente.

Disse ainda que toda inovação tecnológica de grande impacto possui caráter dual, colocando em confronto questões éticas e políticas.

“Elas impactam positivamente a produtividade industrial, os serviços públicos, a medicina, a segurança alimentar e energética e a forma como conectamos uns com os outros. Mas também podem fomentar práticas extremamente nefastas, como o emprego de armas autônomas, discurso de ódio, desinformação, pornografia infantil, feminicídio, violência contra mulheres e meninas e precarização do trabalho”.

Lula alertou para a manipulação de conteúdos.

“Conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia. Os algoritmos não são apenas aplicações de códigos matemáticos que sustentam o mundo digital. São parte de uma complexa estrutura de poder”.

Segundo o presidente, sem ação coletiva, a Inteligência Artificial aprofundará desigualdades históricas.

“Capacidades computacionais, infraestrutura e capital permanecem excessivamente concentrados em poucos países e empresas. Os dados gerados por nossos cidadãos, empresas e organismos públicos estão sendo apropriados por poucos conglomerados, sem contrapartida equivalente em geração de valor e renda em nossos territórios”.

Para Lula, é preciso regular as grandes empresas de tecnologia. De acordo com o presidente, quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não se fala de inovação, mas de dominação.

“A regulamentação das chamadas big techs está ligada ao imperativo de salvaguardar os direitos humanos na esfera digital, promover a integridade da informação e proteger as indústrias criativas de nossos países. O modelo atual de negócio dessas empresas depende da exploração de dados pessoais, da renúncia do direito à privacidade e da monetização de conteúdos chamativos que amplificam a radicalização política”.

Lula defendeu também a universalidade das Nações Unidas para uma governança internacional da Inteligência Artificial que seja multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento.


Fonte:

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Kast assina decretos para criar muros anti-imigração no Chile

O Chile assinou decretos para montar barreiras físicas no norte do país...

Seleção do Irã decide não ir à Copa do Mundo; jogos seriam nos EUA

A seleção de futebol do Irã desistiu de participar da Copa do...

Países da AIE vão liberar 400 milhões de barris de petróleo

Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia concordaram, por unanimidade,...

Capital do Irã, Teerã sofre dia de intensos bombardeios

Os ataques contra a capital iraniana, Teerã, começaram antes mesmo do amanhecer...