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Bowman diz que Federal Reserve (Fed) não reduziu supervisão bancária e admite alta de juros

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A vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve (Fed), Michelle Bowman, afirmou nesta quinta-feira (4), em depoimento ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, que o banco central americano não reduziu o número de profissionais responsáveis pela avaliação do sistema bancário. Na mesma audiência, ela admitiu a possibilidade de elevação dos juros em determinadas circunstâncias, caso a inflação exija resposta da autoridade monetária.

Ao responder a questionamentos de parlamentares, Bowman disse que o Fed não diminuiu o contingente nacional de avaliadores do sistema financeiro. Segundo ela, o órgão está ajustando a estrutura de supervisão para acompanhar mudanças no setor bancário, sem reduzir o monitoramento de riscos.

A dirigente afirmou que o sistema financeiro dos Estados Unidos vem passando por um processo de consolidação nos últimos anos, com redução no número de instituições bancárias. De acordo com Bowman, essa mudança exige adaptação operacional, mas não representa, neste momento, recuo da supervisão prudencial.

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Sobre política monetária, Bowman reconheceu que o Fed pode elevar as taxas de juros em ocasiões específicas, se considerar necessário para conter a inflação. Ela, no entanto, não detalhou quais indicadores poderiam levar a essa decisão, nem comentou o cenário macroeconômico americano de forma mais ampla.

Do ponto de vista econômico, a sinalização de juros mais altos nos Estados Unidos é acompanhada por agentes ligados ao agronegócio porque pode alterar o comportamento do dólar, o custo global do crédito e a precificação de ativos. Esses fatores costumam influenciar contratos de commodities, estratégias de comercialização e condições de financiamento em mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Como Bowman evitou antecipar decisões ou apresentar parâmetros objetivos para novas altas, ainda não há base técnica suficiente para estimar intensidade, prazo ou efeito imediato sobre mercados agrícolas e financeiros.

No momento, o dado central é a manutenção do discurso de vigilância sobre o sistema bancário e a abertura para eventual aperto monetário, sem indicação concreta de calendário ou magnitude. Novos desdobramentos dependem das próximas comunicações do Fed e dos indicadores de inflação e atividade nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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