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Dólar cai diante de emergentes, mas encerra sessão acima de R$ 5

Dólar cai 1,37% e fecha abaixo de R$ 5,00

O dólar à vista fechou em queda frente ao real nesta terça-feira (2), em linha com o desempenho da moeda americana ante divisas emergentes, mas permaneceu acima de R$ 5 no encerramento. A cotação terminou o dia em R$ 5,0095, baixa de 0,26%, após oscilar entre mínima de R$ 5,0005 e máxima de R$ 5,0231. O movimento ocorreu em um ambiente de maior apetite por risco nos mercados globais e avanço de mais de 1% do Ibovespa.

Nos dois primeiros pregões de junho, a moeda americana acumula recuo de 0,66%, depois de alta de 1,82% em maio. No acumulado de 2026, as perdas são de 8,74%, e o real segue com o melhor desempenho entre as divisas mais líquidas de economias desenvolvidas e emergentes, segundo os dados informados no mercado.

Operadores atribuíram parte do suporte ao real à provável entrada de recursos estrangeiros na bolsa brasileira e à alta do petróleo. O contrato do Brent para agosto subiu 1,07% e fechou a US$ 96 por barril. O mercado também acompanhou as negociações entre Estados Unidos e Irã, ainda sem sinal concreto de avanço.

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Segundo Marcos Weigt, diretor de Tesouraria do Travelex Bank, o real acompanha outras moedas emergentes, em um cenário de juros externos laterais. Ele afirmou que a taxa de câmbio pode oscilar entre R$ 4,90 e R$ 5,10, embora o quadro fiscal doméstico siga no radar.

A equipe econômica do C6 Bank revisou para baixo sua projeção para o dólar no fim de 2026, de R$ 5,50 para R$ 5,20, e para o fim de 2027, de R$ 5,80 para R$ 5,50. O banco citou a capacidade de produção de petróleo do Brasil como um dos fatores que ajudam a explicar o desempenho recente do real em meio ao conflito no Oriente Médio.

Para o agronegócio, o câmbio permanece como variável relevante porque interfere na competitividade das exportações, na formação de preços internos atrelados ao mercado externo e no custo de insumos dolarizados, como fertilizantes e defensivos. Nesta sessão, porém, o mercado operou principalmente sob influência do fluxo financeiro e do ambiente internacional.

O comportamento do dólar no curto prazo deve continuar condicionado aos dados de emprego dos Estados Unidos nesta quarta-feira (3) e na sexta-feira (5), além da leitura do mercado sobre os próximos passos do Federal Reserve. Sem mudança relevante nesses fatores, a taxa pode seguir oscilando perto da linha de R$ 5, conforme as referências apresentadas por agentes financeiros.

Fonte: Estadão Conteúdo

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