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Petrobras defende transição energética gradual e cita custo elevado no Brasil

Petrobras defende transição energética gradual e cita custo elevado no Brasil

A presidente da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras), Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (3), durante o XIV Fórum de Lisboa, que a estatal defende uma transição energética justa e a chamada adição energética. Segundo ela, o processo precisa considerar os custos de implementação e a segurança energética do país. A executiva também relacionou o debate ao comportamento do mercado de petróleo e aos efeitos de conflitos internacionais sobre os preços da commodity.

Durante a participação no evento, Chambriard afirmou que a Petrobras não defende a substituição acelerada da atual base energética sem avaliação da viabilidade econômica. Segundo a executiva, a estimativa apresentada por ela é de necessidade de R$ 1,2 bilhão nos próximos 25 anos para executar a transição energética na velocidade hoje defendida no Brasil. A metodologia desse cálculo não foi detalhada na fala reproduzida.

A presidente da estatal comparou esse valor ao volume de investimentos nacionais em áreas como saúde, educação, infraestrutura e salários, citado por ela em R$ 2 bilhões. No mesmo contexto, argumentou que o debate precisa considerar o peso do petróleo na pauta exportadora brasileira e a necessidade de manter segurança no abastecimento.

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Chambriard também disse que o cenário internacional alterou o ritmo dessa discussão. Segundo ela, antes da guerra no Irã havia pressão maior em torno da transição energética e um ambiente de queda nos preços do petróleo. Após o conflito, a executiva avaliou que novas tecnologias e projetos de pesquisa e desenvolvimento podem ganhar espaço, mas afirmou que esse processo ainda demandará tempo.

Ao comentar o mercado internacional, ela declarou que, se a guerra acabasse hoje, o barril poderia voltar em até quatro anos ao patamar mínimo de US$ 60. Para o setor agropecuário, a referência é relevante porque a formação de preços de diesel, frete e insumos energéticos influencia custos de plantio, colheita, transporte e processamento. Esse efeito, porém, depende da trajetória efetiva do petróleo, do câmbio e da política de preços, fatores que não foram detalhados na apresentação.

A fala da presidente da Petrobras reforça que o debate sobre transição energética segue ligado ao custo de capital, à segurança de oferta e ao mercado internacional de petróleo. Sem detalhamento adicional sobre a metodologia das estimativas e sobre eventuais medidas práticas, não há base suficiente para projetar mudanças imediatas para os agentes econômicos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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