As taxas de juros futuras exibiram acomodação nesta quinta-feira (14), após a forte abertura de prêmios observada na quarta-feira (13). O movimento ocorreu em um ambiente de menor pressão externa, com relativa estabilidade do petróleo e monitoramento das tratativas entre Estados Unidos e China sobre o Oriente Médio. Ainda assim, os contratos não devolveram integralmente a alta anterior.
Corpo** No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 passou de 14,21% no ajuste de quarta-feira (13) para 14,19%. O DI para janeiro de 2029 recuou de 14,054% para 13,99%, enquanto o DI para janeiro de 2031 caiu de 14,115% para 14,075%.
Na sessão anterior, vencimentos intermediários e longos chegaram a subir mais de 30 pontos-base, em meio à repercussão de notícias sobre o ambiente político-eleitoral doméstico. Segundo Gean Lima, gestor de portfólio da Connex Capital, as taxas devolveram cerca de um terço da alta registrada na véspera, o que indica manutenção de prêmio na curva. “O cenário global está mais calmo e seguimos um pouco desse movimento aqui”, afirmou.
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No exterior, o barril do petróleo Brent para julho, referência para a Petrobras, fechou com alta marginal de 0,09%, a US$ 105,72. O encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, também foi acompanhado pelo mercado. A leitura foi de moderação parcial dos riscos geopolíticos, especialmente diante da ausência de novos agravamentos no Oriente Médio.
Em relatório, Andrea Damico, fundadora e economista-chefe da BuysideBrazil, destacou que a China é a maior importadora global de petróleo e gás, enquanto os Estados Unidos lideram a produção mundial. Segundo ela, o interesse chinês em ampliar compras de petróleo norte-americano pode reduzir, no futuro, parte da dependência da rota do Estreito de Ormuz.
Para o mercado doméstico, a manutenção de prêmio nos vértices mais longos da curva indica cautela com o quadro eleitoral e fiscal. Na prática, esse movimento tende a manter pressão sobre o custo de financiamento e sobre ativos sensíveis aos juros, enquanto não houver definição mais clara do cenário político e externo.
A trajetória das taxas nos próximos pregões deve seguir condicionada à evolução do risco político doméstico e às sinalizações do ambiente internacional, principalmente petróleo, geopolítica e percepção fiscal.
Fonte: Estadão Conteúdo
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