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Dólar sobe 0,84% e fecha a R$ 5,04 com pressão dos juros nos EUA

Dólar fecha acima de R$ 5,05 e acumula alta de 3,55% na semana

O dólar à vista subiu 0,84% nesta terça-feira (19) e encerrou o dia cotado a R$ 5,0405, voltando a superar o nível de R$ 5,00. O movimento acompanhou a valorização global da moeda norte-americana diante da alta dos rendimentos dos Treasuries e da percepção de inflação mais resistente nos Estados Unidos. No mercado doméstico, o câmbio também refletiu aumento da volatilidade política.

Ao longo do pregão, a moeda norte-americana oscilou entre mínima de R$ 5,0094 e máxima de R$ 5,0580. No acumulado de maio, o dólar avança 1,77% frente ao real, após queda de 4,36% em abril. Em 2026, as perdas do dólar ante a moeda brasileira, que chegaram a superar 10% quando a taxa ficou abaixo de R$ 4,90 na primeira quinzena de maio, agora estão em 8,17%.

No exterior, a pressão veio da alta das taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O rendimento do papel de 10 anos chegou a 4,68% na máxima do dia. O índice DXY, que mede o comportamento do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, voltou a superar 99,000 pontos e tocou 99,434 pontos.

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Segundo Fabrizio Velloni, economista-chefe do Group Holding USA, o petróleo ainda permanece em patamar elevado, o que reduz o espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve. O contrato do Brent fechou em queda de 0,73%, a US$ 111,28 por barril, mas seguiu acima de US$ 100. Para Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, a percepção de inflação mais resistente elevou a expectativa de uma postura mais conservadora do banco central norte-americano.

Para o agronegócio, o câmbio mais alto tende a influenciar dois canais centrais. De um lado, pode melhorar a paridade de exportação de commodities cotadas em dólar. De outro, eleva o custo de insumos importados, como fertilizantes, defensivos e máquinas com componentes externos. O efeito final depende da relação entre preços internacionais, câmbio e momento de compra de insumos ou venda da produção.

Relatório do BTG Pactual apontou que o real ainda mantém desempenho superior no acumulado do ano, mas observou que a assimetria de curto prazo ficou menos favorável, com possibilidade de correções mais amplas em meio ao aumento dos ruídos domésticos.

No curto prazo, o comportamento do câmbio deve seguir condicionado ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, à trajetória do petróleo e ao ambiente político interno. Sem mudança nesses vetores, a volatilidade tende a continuar, com reflexos sobre custos e estratégias de comercialização no setor agropecuário.

Fonte: Estadão Conteúdo

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